quarta-feira, 28 de junho de 2017

Os dinossauros

Este ano letivo, surgiu, no diário de turma, uma proposta para a realização de um trabalho de projeto sobre dinossauros. 
A turma aderiu com muito interesse e entusiasmo a esta proposta. Começámos por elaborar um plano do projeto: o que queríamos saber, onde iríamos pesquisar informação, como queríamos apresentar o projeto… Todos os alunos pesquisaram informação em casa e na sala de aula, na internet e em livros. 
Reunimos toda a informação, selecionámos a informação mais pertinente e fomos, assim, construindo o nosso projeto. 
A turma decidiu apresentar o projeto sob a forma de exposição, pelos corredores do nosso colégio. 
Os meninos da creche e do pré-escolar adoraram e era muito engraçado vê-los, todos os dias, seguir as pegadas para encontrar os dinossauros… 
Deixamos aqui algumas imagens da nossa exposição. Esperamos que gostem!
Professora Elisabete
2º ano

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Os nossos animais preferidos

Este trabalho foi realizado pela turma do 2.º ano, no âmbito da disciplina de Expressão Plástica. 
Pretendia-se com este trabalho utilizar a técnica positivo-negativo, a qual consiste numa mistura de cores claras e escuras. 
O positivo refere-se às cores escuras e o negativo às cores mais claras ou à ausência de cor, cuja prevalência de tonalidade é a do papel do fundo.
 Professora Elisabete Ramalho 
2º ano

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dia Mundial do Ambiente

No passado dia 5 de junho comemorámos o Dia Mundial do Ambiente! 
De manhã construímos abrigos, comedouros e bebedouros para os passarinhos, com a ajuda de alguns pais e da professora Rute, dinamizadora do projeto Eco-Escolas!
O pai Rui trouxe-nos um morcegário construído por ele, que pintamos e foi colocado no jardim, juntamente com os restantes!
Muito obrigada a todos pela participação! 
Obrigada também a todas as famílias que nos ajudaram neste projeto! 

 Educadora Rita Costa 
Infantil 2

domingo, 11 de junho de 2017

Ser mãe e pai em tempos assim… E se eles me falarem dos ataques terroristas?!

Um artigo de Dora Guerreiro, a nossa psicóloga

A parentalidade saudável surge acompanhada de um instinto básico de proteção dos filhos, uma urgência em assegurar que nada de mal lhes vai acontecer, a esperança de que os poderemos sempre e para sempre proteger de qualquer sofrimento maior. 

Quando vivemos tempos como os atuais, em que se sucedem ataques terroristas onde morrem crianças (e onde às vezes são elas o alvo) - e que começam infelizmente a ser mais uma regra do que uma exceção -, os nossos referenciais estremecem, sentimo-nos nós próprios sem recursos para lidar com a situação, quanto mais para ajudar os nossos filhos a fazê-lo. Como explicar o que não conseguimos compreender ou aceitar? Como transmitir segurança quando nos sentimos justificadamente tão vulneráveis? 

A morte que dá na TV já não é algo distante que apenas a outras culturas, religiões ou países diz respeito. O terror mora bem ao nosso lado, conseguimos ouvi-lo, senti-lo, temê-lo como nunca antes. 

Como compatibilizar então a nossa função de pais no garantir aos nossos filhos que estão seguros – sim, porque é disso que se trata, de lhes assegurar que continuam seguros, apesar de tudo o que se passa no mundo – quando intimamente até sabemos que tal não é verdade. 

Em primeiro lugar queria esclarecer que, ao contrário do que se poderia pensar, as crianças não precisam de estar sempre felizes. Pelo contrário, faz parte do desenvolvimento psicológico saudável ter de elaborar a tristeza, o medo e a frustração que surgem naturalmente no decorrer do crescimento (e da vida). Só o contacto com emoções e sentimentos negativos, e a sua posterior elaboração, pode possibilitar uma saudável estruturação da personalidade. 

Quando há algum tipo de acontecimento desagradável, algo de incomum e errado, as crianças sabem-no (ou pressentem-no). E, se nada lhes for dito pelos pais – como se de um tabu se tratasse –, elas irão certamente à procura de informação noutras fontes sobre as quais podemos ter pouco ou nenhum controlo (televisão, internet, colegas, entre outras). 

Como em outras situações igualmente difíceis de abordar com os filhos (luto, divórcio e sexualidade, por exemplo), somos nós próprios quem tem dificuldade em lidar com os nossos sentimentos relativos ao assunto, não nos sentindo então capazes de os abordar de forma tranquila e segura com eles. Alguns de vocês têm solicitado a minha ajuda nestes momentos. 

Relativamente ao terrorismo, alvo de extensa reflexão e pesquisa pessoal, decidi antecipar-me a algumas questões que certamente já vos surgiram sobre a forma como poderão gerir este difícil assunto. 

Da mesma forma, tal como nos outros “assuntos difíceis”, também sobre o terrorismo qualquer conversa com os nossos filhos deve partir da sua iniciativa ou do conhecimento que temos do seu interesse em abordá-lo (mesmo que tal não seja diretamente verbalizado). 

Passo a elencar alguns procedimentos básicos aconselhados por especialistas: 
1. Descobrir o que a criança já sabe sobre o assunto: O ponto de partida deve ser sempre aquilo que os nossos filhos já sabem; aquilo que ouviram, aquilo que viram, aquilo que sentiram; 

 2. Abordar o assunto mais do que uma vez: Não podemos assumir que, com uma única conversa, tudo fica esclarecido; devem manter-se os canais de comunicação abertos para que não haja a tendência a procurar informações por outras vias; 

3. Utilizar uma linguagem simples e adequada à idade: Responder a todas as questões, utilizando uma linguagem própria para cada idade (falar com uma criança do pré-escolar ou do 1.º ciclo é completamente diferente); limitar o acesso a fontes de informação que podem utilizar linguagens inapropriadas para a idade (meios de comunicação social, internet); 

4. Encorajar a expressão de sentimentos: Ouvir de forma empática as preocupações que nos transmitem, reconhecendo os acontecimentos como assustadores, mas ajudando sempre que possível a dar nome ao que estão a sentir (medo, tristeza, zanga); 

5. Tranquilizá-los: Reconhecer-lhes o medo não invalida que não lhes asseguremos que estão seguros, pelo contrário; é essencial que lhes transmitamos alguma tranquilidade e lhes verbalizemos segurança; podemos dizer que o que está a acontecer é horrível mas raro, que existem muitas medidas preventivas (polícia, etc.) para evitar novos incidentes e que estas medidas vão ser reforçadas, que haverá sempre mais pessoas que praticam boas ações do que más ações como aquelas, e que estaremos sempre lá para os proteger; 

6. Ser um bom modelo sobre a forma como lidar adequadamente com a situação: Devemos conseguir mostrar que conseguimos ficar bem mesmo depois dos ataques terroristas, que estes não nos mudaram ou ao nosso modo de vida; os nossos filhos perscrutam-nos para saberem como é suposto reagir e sentir perante as várias situações da sua vida, somos o seu modelo; é pois importante manter as rotinas dentro do normal, ser consistentes; mantermo-nos calmos e positivos para não aumentar a sua ansiedade; 

7. Promover a capacitação: Mostrar à criança como se pode proteger em alguns contextos da sua vida dar-lhe-á um sentimento de confiança e controlo (a perda de controlo é terrivelmente assustadora nos ataques terroristas); focar sempre as iniciativas que surgem após os ataques, de pessoas de todo o mundo, e que provam que a maioria defende e promove a paz; poderá ajudar o envolvimento em campanhas de angariação de fundos ou outras igualmente solidárias. 

Seria muito bom que, no mundo em que vivemos, não houvesse nada de mau para explicar aos filhos mas, como tal não é o caso, devemos ajudá-los a compreendê-lo sem ficarem traumaticamente assustados. 

Para terminar gostaria de reforçar a minha convicção de que cada família tem de ser respeitada nas suas ideias, dinâmicas, valores e em todas as suas idiossincrasias que a valorizam de forma particular e única. As famílias com quem já tive o privilégio de estar e conversar sabem que defendo que nunca há um guião ou receita únicos; cada família deve usar a sua linguagem própria, aquela com a qual se identifica e que sabe que os filhos vão entender. 

Cada família deve então poder encontrar os seus recursos de esperança a partir da sua identidade. Não haverá nada de mais securizante para uma criança do que ouvir uma verdade difícil protegida num bom “colo” materno ou paterno. 


Agradeço a vossa atenção. Acreditem, é sempre um prazer conversar convosco. 














Algumas fontes consultadas:
http://www.parents.com/parenting/better-parenting/advice/how-to-talk-to-kids-about-terrorism/ 

http://www.telegraph.co.uk/women/life/mancester-arena-attack-explain-horror-children/ 

https://www.thesun.co.uk/living/1454348/heres-how-to-explain-terror-attacks-to-children-and-reassure-them-that-they-are-safe/ 

http://www.bbc.com/news/education-40011787 

https://www.counseling.org/docs/default-source/counseling-corner-library/december-7-2015---explaining-terrorism-to-your-children.pdf?sfvrsn=6 

https://www.nytimes.com/2015/11/17/opinion/is-it-normal-to-have-two-terrorist-attacks.html?mcubz=1&_r=0